Livro que conta a história de imigrantes suíços concorre ao Prêmio Jabuti

08/jun/2021 - Cultura e social -

“Me conta um conto… que eu aumento um ponto”, edição trilíngue, de @sylviademetresco e #martins_sp_pe, com projeto gráfico de Nádia Rufino. O livro conta parte da história da imigração suíça/alemã no Brasil e é um forte concorrente ao JABUTI 2021.

O livro conta a saga da família Schlossinger, de Heidelberg, desde 1875 até os anos 2020. A motivação para a sua escrita se dá a partir da instauração da curiosidade crescente que os netos e netas da autora demonstravam com relação à história da própria família.

Coincidentemente, no mesmo período dos “porquês” das crianças, chega às mãos da autora, por caminhos envoltos de suspenses e surpresas, o diário de uma tia-avó suíça no qual se registrou um vasto conjunto de histórias da constituição dessa família; nele, contam-se a infância e a adolescência – e parte da vida adulta – das crianças, as dificuldades dos pais e avós que se sacrificaram para criar os filhos e conquistar seus espaços no mundo dos negócios, mesmo nos períodos de guerra; as mortes, os casamentos, os eventos culturais de grande porte que foram realizados em determinadas cidades, dentre outras narrativas que servem de pano de fundo para a história dos familiares.

Junto ao diário recebido, a autora teve acesso a um outro diário, então do seu pai, e a um amontoado de documentos diversos que aportaram a ela fragmentos de uma grande história, montada como um quebra-cabeça. A partir daí, a autora, em tom autobiográfico, descreve seu empenho em uma grande pesquisa para atar as pontas da história, inclusive descobrindo-se em cada nova informação.

Por meio de fotos e escritos que orientaram uma vasta pesquisa in loco – museus, institutos, consulados, cemitérios, arquivos de diferentes cidades etc. –, recuperam-se os trajetos dessa família de Heidelberg que percorreu e se estabeleceu em outras várias cidades alemãs, suíças, francesas, norte-americanas e brasileiras.

São histórias entrecruzadas que atravessaram o século XX e dão vez e voz às memórias e às lembranças suscitadas por diferentes diários escritos à mão, mas também por fotos, cartões postais, filmes caseiros, documentos diversos, móveis e penduricalhos adquiridos pelos integrantes da família ao redor do mundo.

Conforme os escritos, fotos e desenhos (da própria autora) que ganham estampa neste livro, são apresentadas as casas, os apartamentos, as viagens, as vestimentas, os acessórios de moda, os automóveis (e outros meios de transporte), as empresas etc., que integram a história da família, que cresceu e se ligou a tantas outras.

Assim, além de o livro dar visibilidade à história da imigração suíça, sobretudo no caso do Brasil, apresenta um panorama de contatos interculturais que ela teve ao longo de sua existência.

A edição foi escrita/revisada em três línguas: português, francês e inglês, e conta com um enorme capricho artesanal na produção: costuras na lombada, ilustração e colagens da autora, documentos impressos em papel manteiga, acessórios – máscara, fitas, óculos, jogo de tabuleiro e um bibelô de couro: tudo isso contribui para transportar o leitor a um universo sofisticado de dor e de glamour que envolve história propriamente dita que, por sua vez, se materializa de modo exuberante no projeto gráfico.

Vendas: http://www.vitrina.com.br/shop/
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http://www.uni-heidelberg.de/uniarchiv @martiusstaden
Nota no boletim cultural do Consulado Geral da Suíça em São Paulo
https://www.suicosdobrasil.org.br/frank-schlossinger