Estudo apresenta os benefícios do otimismo e da espiritualidade no tratamento de doenças

21/Maio - Associados -

O Sr. Rodolpho Alfredo Leber, um dos mais antigos associados à SWISSCAM, formado pela Faculdade de Biomedicina do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas em São Paulo, apresentou os resultados de estudos de especialistas como Harold G. Koenig da Duke University (EUA), que foram capazes de comprovar os efeitos positivos de otimismo, esperança, espiritualidade e fé no tratamento e cura de doenças tais como depressão, dependência química e neoplasias.

Embora o tratamento médico na medicina convencional seja imprescindível, o uso de recursos alternativos podem complementar o tratamento trazendo grandes vantagens e servindo mesmo como fator de proteção e prevenção.

O trabalho aponta que a influência da religião e fatores da espiritualidade envolvem uma questão em particular que não é explorada dentro da medicina clássica: o papel do sentido da vida. E exemplifica: indivíduos que não visam sentido em seus empregos possuem maior risco de sofrer doenças cardiorrespiratórias quando relacionadas a indivíduos que sentem prazer ao exercer suas funções.

Entre Adventistas do Sétimo Dia, um dos grupos religiosos conhecidos por terem menor incidência de doenças cardiovasculares, existe um histórico de menor hipertensão- incluindo menor pressão sistólica e diastólica- comparado a indivíduos não-Adventistas, em ambos os sexos e em diferentes faixas etárias. Em um estudo de origem australiana, no qual definiu a hipertensão sistólica e diastólica acima de 160mmHg e 95mmHg, respectivamente, 4.5% e 7.1%, adventistas reportaram taxas de apenas 2.6% e 2.3%.1

Um estudo da Califórnia com adultos de origem chinesa, filipina, ou japonesa encontrou uma taxa de 29.3% de hipertensão relacionada a indivíduos sem afiliação religiosa. Os dados relatam absolutamente o dobro do apresentado por indivíduos com afiliação religiosa, cujas taxas foram apenas de 15.0%. Entre Budistas, a prevalência da hipertensão foi ainda menor: 10.9%.1

Pesquisadores japoneses conduziram um estudo fascinante a respeito da mortalidade entre bispos do ramo Myoshinji do Rinzai, Budismo Zen. Eles examinaram cerca de 24 patologias e condições, com a maior surpresa relacionada ao risco de morte por patologias associadas à hipertensão. Comparado a outros homens japoneses, os bispos tiveram índices inferiores a 50% para associação a patologias associadas à hipertensão.2

Estudos conduzidos na UCLA, Universidade de Utah, e na Universidade de Alberta revelaram uma taxa geral inferior de neoplasias em mórmons, dos anos de 1950 até 1970, em ambos os sexos, em Utah, Califórnia e Canada. Mais ainda, mórmons parecem possuir maior proteção contra a morte e também aquisição do câncer, em ambos os sexos.

Estudos realizados na Universidade de Saúde Pública de Loma Linda identificaram menor taxa de mortalidade associada ao câncer em Adventistas do Sétimo Dia, incluindo áreas comumente afetadas como cólon, reto, pulmões e boca. Como os mórmons, Adventistas também possuem maior segurança contra o câncer.

Um estudo levantado pelo Danish Country Registry mostrou uma vantagem significativa em homens Adventistas para câncer de cólon, sistema respiratório e bexiga. Mulheres Adventistas também possuem maior índice de sobrevivência após o diagnóstico de câncer de mama. A Universidade de Indiana realizou um estudo que somou os trinta anos de dados obtidos na área da Califórnia e encontrou taxas de sobrevivência de um-, três-, cinco-, e dez anos para grupos Adventistas. Mórmons e Adventistas do Sétimo Dia não estão sozinhos ao apresentarem vantagem relativa para taxas de câncer e mortalidade. Membros de outras afiliações religiosas também foram relacionados da mesma maneira.

A consciência de uma conexão psicossomática tem transformado a medicina e a psicologia. Portanto, novas evidências para a esta conexão entre corpo, mente e espirito prometem a expansão da visão gerada pela ciência no que se diz respeito ao ser humano.

Para ter acesso ao estudo completo, entre em contato com o Sr. Rodolpho Leber pelo e-mail [email protected].

1 Koenig HG. Religion, Spirituality, and Health: The Research and Clinical Implications. ISRN Psychiatry 2012;278730(1):1-33.

2 Levin J. Medical Science Discovers Religion. In: Dossey L & Levin J. God, Faith and Health. 1a ed – New York: John Wiley & Sons Inc.; 2001. p. 112-116.