Relatório de Comércio Bilateral


28/05/21

Introdução

Última atualização: maio/2021

Brasil e Suíça possuem um relacionamento comercial harmonioso e de longo prazo. O Brasil é o principal parceiro econômico na América Latina, responsável por 34,4% dos negócios suíços na região. No ano de 2020, o Brasil ocupou a 24ª posição no ranking dos mais importantes parceiros comerciais da Suíça. Por outro lado, entre os principais parceiros comerciais do Brasil a Suíça ocupa o 34º lugar no ranking das exportações e o 19º lugar no ranking das importações. O comércio bilateral entre os dois países em 2020 teve uma retração de 12,5% em relação ao ano anterior, devido principalmente à pandemia da COVID-19.

Segundo o portal Comex Stat do Ministério da Economia, o Brasil exportou, no ano de 2020, US$ 209 bilhões e importou US$ 158 bilhões, resultando em um superávit de US$ 51 bilhões na balança comercial. Já a Suíça exportou CHF 242 bilhões e importou CHF 205 bilhões, apresentando um superávit de CHF 37 bilhões.

Quanto ao intercâmbio comercial entre os dois países, foi registrado pelo sistema SISCOMEX (Sistema Integrado de Comércio Exterior) que o Brasil exportou para a Suíça US$ 1,4 bilhão e importou US$ 2 bilhões em 2020. Esses valores apresentam uma variação negativa de 26% nas importações e 9,2% nas exportações, em relação a 2019, como já dito a queda é devida a crise sanitária da COVID-19.

Os principais produtos que o Brasil vendeu para a Suíça em 2020 foram ouro, aeronaves e outros equipamentos, minérios de ferro, carne de frango, querosene de aviação, válvulas cardíacas, preparações alimentícias, obras de arte, arroz, café, medicamentos, óleo de dendê, artigos e aparelhos ortopédicos, soja, entre outros.

Já a Suíça exportou para o Brasil especialmente medicamentos e produtos farmacêuticos, compostos de funções nitrogenadas, compostos organo-inorgânicos e heterocíclicos, caldeiras de geradores de vapor, geradores elétricos, café torrado, instrumentos de medição, aparelhos auditivos, máquinas para empacotar, relógios, construções pré-fabricadas, máquinas-ferramenta, tintas de impressão etc.

Além do campo econômico, as duas nações mantêm uma excelente relação diplomática no setor cultural e político e realizam reuniões ministeriais e consultas políticas regulares.

De acordo com a Embaixada da Suíça no Brasil, atualmente, quase 13.857 suíços vivem no Brasil, enquanto a comunidade brasileira na Suíça é de 21.596 pessoas (dados de outubro de 2020 – fonte: Escritório federal de Estatística).

Relações diplomáticas entre Brasil e Suíça

Última atualização: maio/2021

As relações diplomáticas entre o Brasil e a Suíça têm seu início ainda quando o Brasil era parte do Império Português. Em 1818, D. João VI autorizou cem famílias suíças a se instalarem como imigrantes na Fazenda do Morro Queimado, no Rio de Janeiro. Esse núcleo de colonização cresceria ao ponto de se desmembrar das áreas de Cantagalo e ser alçado à categoria de vila de Nova Friburgo, no ano de 1820. Nova Friburgo se torna uma cidade no ano de 1890. Em 2017, Nova Friburgo recebe o título de “Suíça Brasileira” pelo Governo do Rio de Janeiro. Na atual região de Joinville (Santa Catarina), chegaram os primeiros imigrantes suíços em 1851 e no atual município de Rio Novo do Sul (Espírito Santo) em 1856. Em São Paulo, os imigrantes suíços se estabeleceram na região de Jundiaí, Limeira, Rio Claro e Piracicaba em 1854, até ser fundada a Colônia Helvetia em Indaiatuba em 1888, com atividades até os dias de hoje.

A primeira missão diplomática do Brasil na Suíça é estabelecida em 1855, quando José Francisco Guimarães torna-se o primeiro representante diplomático como Cônsul em Berna. O primeiro representante suíço em terras brasileiras foi Albert Gertsch, como encarregado de negócios, em 1907. Outro diplomata suíço de destaque foi Charles Redard, enviado ao Rio de Janeiro em 1912, onde serviu por 26 anos, e retornando ao Brasil pouco tempo depois para encerrar sua carreira diplomática na função de ministro plenipotenciário no Rio de Janeiro em 1949. A legação suíça no Rio de Janeiro tornou-se uma Embaixada em 1958, enquanto a legação brasileira em Berna tornou-se Embaixada no ano seguinte.

As empresas também tiveram um papel importante no incremento das relações entre Suíça e Brasil. Na década de 30, a Associação das Casas de Comércio Suíças reunia dirigentes de empresas suíças no Rio de Janeiro para discutir questões relacionadas aos negócios entre os dois países e também elaborar e enviar à Suíça relatórios mensais sobre a situação política e econômica brasileira. A partir de 1945, o grupo foi oficializado e se tornou a Câmara de Comércio Suíça do Brasil.

Na década de 50, com a presença do presidente Juscelino Kubitschek, foi inaugurada no Rio de Janeiro a Casa da Suíça, um prédio de onze andares que centralizava as atividades dos suíços residentes no Brasil daqueles tempos. A câmara suíça e as empresas suíças com atuação no Brasil também sediavam seus escritórios ali. Na década de 70, a Embaixada da Suíça mudou-se para Brasília, mas o Consulado da Suíça permanece no mesmo endereço até os dias de hoje, entre outras entidades suíças.

Mais informações e fotos da história de 75 anos da SWISSCAM e da comunidade suíça no Brasil podem ser vistas na página www.swisscam.com.br/swisscam-75-anos.

Nas últimas duas décadas, o Brasil e a Suíça aproximaram as relações buscando um maior desenrolar no comércio entre os países. Em 2007, foi assinado Memorando de Entendimento pelo chanceler Celso Amorim e pela conselheira federal Doris Leuthard que criou a Comissão Mista de Relações Econômicas e Comerciais com o objetivo de se tornar um “foco de coordenação e convergência entre os dois Governos e, sobretudo, entre os representantes do setor privado”, nas palavras do então Embaixador do Brasil na Suíça, Eduardo dos Santos.

A primeira reunião da Comissão Mista para Relações Comerciais e Econômicas aconteceu em Berna no dia 30 de outubro de 2007, conduzida pela Embaixadora Monika Rühl Burzi, Chefe do setor de Relações Econômicas Bilaterais da Secretaria Federal de Economia (SECO) da Suíça e pela Embaixadora Edileuza Fontenele Reis, Diretora da Secretaria de Relações Europeias do Ministério de Relações Exteriores do Brasil. A reunião também contou com a presença de vários representantes do setor empresarial. Desde então, a comissão se reuniu quase todos os anos, ora na Suíça, ora no Brasil, tendo sido o último encontro em 2018.

Em 2008, a Conselheira Federal Micheline Calmy-Rey esteve no Brasil e assinou memorando de entendimento para o estabelecimento de um plano de cooperação estratégica em temas de interesse comum das agendas política, econômica, científica e tecnológica.

Em 2009, entrou em vigor o Tratado de Cooperação Jurídica em Matéria Penal, assinado em 2004 pelo Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e pelo Conselheiro Federal Christoph Blocher. Ainda em 2009, o Acordo Bilateral de Cooperação Científica e Tecnológica foi assinado pelo Conselheiro Federal Pascal Couchepin e pelo Ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil Sergio Machado Rezende.

Em 2011, o Acordo Bilateral para Intercâmbio de Trainees foi firmado pelo Conselheiro Federal Johann Schneider-Ammann e pelo Ministro das Relações Exteriores Antônio Patriota.

Em 2013, deputados e senadores do Grupo Parlamentar Brasil-Suíça, em cooperação com a SWISSCAM, realizaram uma viagem à Suíça com uma extensa agenda de visitas a empresas suíças, associações e instituições públicas, com destaque para o Centro de Pesquisas da Nestlé em Lausanne e para o Parlamento em Berna. O grupo, então liderado pelo Senador Paulo Bauer, foi instalado em 2003 com o intuito de aproximar os Parlamentos dos dois países. Neste mesmo ano, foi assinado o Acordo Relativo a Serviços Aéreos Regulares, que foi ratificado em 2021. O objetivo é estabelecer um marco legal para a operação de serviços aéreos entre os dois países e se baseia na chamada “política de céus abertos”, em que duas nações flexibilizam as regras para os voos comerciais entre ambas.

Em 2014, foi celebrado o “Acordo de Previdência Social” pelo Conselheiro Federal Johann Schneider-Ammann e pelo Ministro de Estado das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo Machado, que só entrou em vigor em 2019. Neste mesmo ano, a Receita Federal do Brasil finalmente reconheceu que a Suíça não deve ser considerada um país com situação tributária privilegiada (paraíso fiscal), depois de quatro anos de negociações diplomáticas. Neste sentido, os esforços resultaram na assinatura do “Acordo para o intercâmbio de informações sobre matéria tributária” em novembro de 2015 pelo Secretário da Receita Federal do Brasil Jorge Antonio Rachid e pelo Chefe do Departamento Federal de Finanças da Suíça Christoph Schelling, em vigor desde 2019. E no ano seguinte, Brasil e Suíça assinaram uma declaração conjunta sobre a aplicação da troca automática mútua de informações em matéria fiscal (AIA – Automatischer Informationsaustausch), padrão global desenvolvido no âmbito da OCDE. As trocas entre Brasil e Suíça iniciaram em 2019.

O Tratado entre Brasil e Suíça sobre a Transferência de Pessoas Condenadas foi assinado em 2015, porém ainda se encontra em tramitação no Congresso Nacional para a devida ratificação.

Em 2016, no contexto dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, o Brasil recebeu a visita de várias autoridades suíças como os Conselheiros Federais Alain Berset, Guy Parmelin e Johann Schneider-Ammann, que era também o presidente da Confederação Suíça naquele ano e participou de um Roundtable com empresas suíças, organizado pelo Swiss Business Hub em parceria com a SWISSCAM, na House of Switzerland (Baixo Suíça), uma das poucas casas das nações abertas ao público durante os Jogos no Rio de Janeiro e foi palco de comemorações de medalhas, recepções e eventos com parceiros.

Com o intuito de demonstrar o consolidado e avançado campo da inovação na Suíça e ainda fortalecer relações, a SWISSCAM promoveu em 2017 a Innovation Trip Mission: uma viagem com parlamentares brasileiros para conhecer entidades suíças na área de inovação e empresas com enormes investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Em 2018, um importante acordo foi assinado, a “Convenção para Eliminar a Dupla Tributação em Relação aos Tributos sobre a Renda e Prevenir a Evasão e a Elisão Fiscais”. O atual Embaixador da Suíça no Brasil, Andrea Semadeni, enfatizou que a “falta de um acordo de dupla tributação entre os dois países era uma das maiores queixas das empresas suíças“. O acordo foi aprovado pelo parlamento suíço em março de 2019. No Brasil, o projeto  foi aprovado em 2021, e ratificado no mesmo ano, e entrará em vigor em janeiro 2022, de acordo com as informações da Embaixada da Suíça.

O Fórum Mundial da Água aconteceu pela primeira vez no Hemisfério Sul em sua oitava edição, em março de 2018, em Brasília, onde a SWISSCAM foi designada pelo Departamento Federal de Relações Internacionais do Governo Suíço em parceria com Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação a organizar o estande suíço.

Em agosto de 2019, os países membros da Efta (Associação Europeia de Livre Comércio) e do Mercosul assinaram um acordo de livre comércio, em Buenos Aires, que ainda espera a aprovação dos parlamentos dos respectivos países para entrar em vigor. A expectativa, segundo o Ministério da Economia, é de que o acordo eleve o PIB do Brasil em US$ 5,2 bi, em 15 anos, o acordo se encontra paralisado por conta de desavenças sobre questões ambientais entre a Efta eo Mercosul, segundo o Embaixador da Suíça no Brasil.

Em outubro de 2019, a Anvisa e a Swissmedic assinaram acordo para um projeto-piloto em inspeção de boas práticas de fabricação de medicamentos e insumos farmacêuticos. Além disso, está previsto para 2020 a entrada da Anvisa no Esquema de Cooperação em Inspeção Farmacêutica, do qual a Swissmedic faz parte desde 1996, o que permitirá o reconhecimento mútuo das inspeções entre os dois países.

Em novembro de 2019, uma delegação suíça chefiada pelo Embaixador Mauro Moruzzi esteve em Brasília para reforçar sua colaboração nas áreas de pesquisa e inovação. O encontro celebrou o 10º aniversário do Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica assinado em 2009 com o Brasil, com a presença do Ministro Marcos Pontes. Na ocasião, memorandos de entendimento foram assinados pela Swiss National Science Foundation e pelo CONFAP e também pela Innosuisse – Swiss Innovation Agency, a agência suíça para a promoção da inovação e a EMBRAPII – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, que oferecerão apoio a projetos de inovação entre empresas do Brasil e da Suíça.

No dia 17 de setembro de 2020, representantes da Suíça e do Brasil, realizaram um vídeo conferência onde discutiram relações econômicas bilaterais, a crise do Covid-19 e as medidas tomadas pelos dois países para aliviar os efeitos negativos na economia causados pela pandemia, também foi discutido uma comissão mista econômica conjunta que foi realizada em abril de 2021. O Embaixador Bollinger explicou que, historicamente, a Suíça realiza grandes medidas econômicas para mitigar as consequências econômicas da Covid-19 essas se concentram em três pilares: preservação de empregos, manutenção de salários e garantia de liquidez para pequenas e médias empresas.

Destaques comerciais

O UBS e o Banco do Brasil assinaram um Memorando de Entendimento de caráter não vinculante para lançar um banco de investimento líder na América do Sul, prestando serviços no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, sendo o UBS o acionista majoritário (50,01%) da parceria, que foi formalizada em setembro de 2020.

O Bobst Group anunciou que abrirá em 2020 uma nova instalação em Itatiba-SP, que ocupará uma área de 6.000 m², incluindo um centro de competência e uma área de treinamento.

Em setembro de 2020, Straumann líder no segmento de implantes dentais, abriu a terceira fábrica em Curitiba,a empresa baseada com cantão de Basel investiu 13 milhões de francos suíços na planta de Curitiba, o investimento possibilitará um aumento significativo na produção de implantes dentais Neodent para exportação.

A empresa suíça da área de alimentos Nestlé, por meio da Nestlé Health Science, subdivisão de saúde e ciência nutricional da empresa, no dia 8 de janeiro de 2020 definiu depois de uma triagem demais de 130 projetos inscritos definiu as vencedoras do programa Nestlé Beyond Food para acelerar projetos de eHealth (inovações de tecnologia na área da saúde) no primeiro semestre.

As startups Mempis e Insight Technologies foram selecionadas por especialistas da companhia para receber até 1 milhão de reais e mentoria para acelerar os seus projetos.

A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e a Swiss Innovation Agency (Innosuisse) publicaram uma chamada para a seleção de propostas de projetos conjuntos de inovação entre empresas brasileiras e suíças.

O projeto busca promover parcerias constituídas por empresas inovadoras e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) de pesquisa da Suíça e do Brasil com o objetivo de estimular o engajamento em projetos de cooperação científica e de inovação.

O Grupo ABB Power Grids assinou um contrato de 100 milhões de dólares por cinco anos com a maior empresa de serviços públicos da américa do sul, Interconexion Electrica S.A. E.S.P. (ISA), atualmente ela opera mais de 62 mil quilômetros de infraestrutura de transmissão de energia, com mais de 7 mil quilômetros em construção. A ISA também atua nos setores de serviços de transporte, informações e telecomunicações.

No dia 18 de junho de 2020 o Syngenta Group Co. Ltd., anunciou a criação do grupo que engloba Syngenta AG, ADAMA e o setor agrícola da Sinochem, um grupo que é líder global no mercado de proteção de cultivos, que emprega mais de 48 mil colaboradores em mais de 100 países diferentes, marcando uma presença global pujante, com os membros do grupo tendo sede em países diferentes, o grupo fez da Suíça sua sede central que comandara o mais novo grupo do setor agrícola.

Iniciativas Sociais

O consulado Geral da Suíça em São Paulo doou para o programa da prefeitura de são Paulo 232 cestas básicas, para ajudar as famílias afetadas pela pandemia, que não trouxe só os malefícios sanitários da doença, mas também a insegurança alimentar.

O Consulado Geral da Suíça no Rio de Janeiro fez doações de cestas básicas e kits de higiene pessoal em coordenação com algumas ONGs baseadas nas cidades do Rio de Janeiro e Nova Friburgo.  O objetivo foi ajudar as famílias e pessoas que mais precisam de apoio durante esse período complicado.

A empresa suíça, Syngenta se engajou a ajudar no combate da COVID-19, entre abril e junho de 2020, ela entregou 105 mil equipamentos de proteção individual, mais de 47 mil unidades de álcool e termômetros a laser, direcionados as diversas instituições de saúde pública de 21 municípios brasileiros.

A Syngenta fez doações diretas a produtores rurais, doando mais de 20 mil sacas de sementes de milho para oito sindicatos rurais no interior da Bahia, também foi doado cerca de 103 mil sementes para o cultivo de abobrinha, couve-flor, tomate, repolho, pimentão e pepino foram enviadas à Hidroceres, que as semearão e direcionarão para o Viveiro Mudas Tamandaré.

A empresa cedeu o equipamento de análise de teste PCR e junto enviou 200 placas para análise de PCR em tempo real para o Laboratório Central de Belo Horizonte.

No mês de maio a Empresa criou a ação solidária de nome “Dá Match!” com o objetivo de junto com seus colaboradores cooperar com aportes direcionados às comunidades onde atua. Para cada doação de qualquer gênero feitos pelos seus profissionais para instituições de livre escolha a Syngenta faz um aporte de mesmo valor a instituição escolhida.

A Nestlé, diante aos avanços na distribuição de vacinas para os diversos países do mundo se uniu com a Federação Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelha, para enviar vacinas a países pobres que não tem os mesmos espólios que os países mais desenvolvidos na corrida das vacinas, por isso que a Nestlé injetará mais de 6 milhões de francos suíços para acelerar a distribuição para países vulneráveis perante todo o globo.

Diante a grave crise enfrentada pelo estado do Amazonas, causada pela pandemia, o Sesc se aliou com várias empresas, incluindo a Nestlé doaram alimentos que beneficiaram mais de 3 mil famílias.

Também participou do projeto Juntos pelo Amazonas que junto com Sesc e outras empresas do Brasil, doaram mais de 1,6 milhão ao programa Unidos Contra a Covid-19, da Fiocruz, a doação é referente a uma usina de produção de oxigênio, que suportará os hospitais públicos da região.

Há dez anos, a Nestlé criou o Nescafé Plan que tem objetivo de melhorar a vida dos agricultores, aumentando sua renda, reduzindo o impacto ambiental das fazendas e fabricas de café e melhorando o bem-estar das comunidades rurais em muitos países, como Brasil, até o ano de 2020 a Nestlé investiu 350 milhões de francos suíços no projeto.

Em um anúncio público a empresa suíça Nestlé, anunciou que fez uma doação de 28t de suplementos alimentares para idosos em lares de permanecia no estado de são Paulo, quantidade que prevê suprir cerca de 21 mil idosos com doses diárias por 2 meses, em valores de mercado a doação custou a empresa cerca de 4,6 milhões de reais.

Essa ação soma com outras que a empresa realizou, como a no dia 27 de março de 2020 onde ela doou cerca de 500 toneladas de alimentos e bebidas, além de alimento para animais de estimação para suprir as necessidades da população Brasileira.

No mês de abril de 2020 a Nestlé anunciou que realizará uma grande campanha interna, de doação para a ONG Gerando Falcões, que atua em favelas no Brasil, para garantir cestas básicas para 30 mil famílias do Brasil, a cada 1 real doado por um de seus colaboradores a Nestlé dará mais 1 real. A campanha já arrecadou 70t de alimentos para a entidade.

A pandemia não só trouxe a fome para o país, mas também a dificuldade da continuidade do ensino para a população vulnerável, a educação a distância pesada como forma de dar contínuas as atividades educacionais se tornaram um problema com poucas famílias tendo acesso ao mundo digital, por isso a Nestlé se uniu com a ong para incluir esses jovens ao mundo digital, mas como?

Com o regate e reaproveitamento de computadores em desuso em todas as suas unidades, que iriam para o lixo, a expectativa é que esta ação atinja cerca 110 equipamentos doados por trimestre.

A empresa de seguros Zurich, se mobilizou para ajudar no combate da pandemia e destinou um aporte de 1,5 milhão de reais, para um projeto de expansão de 90 leitos de UTIs para os hospitais públicos do município de São Paulo, como os Hospitais Vili Santa Catarina e m’Boi Mirim.

Tendo a prefeitura de Jundiaí como parceira a empresa suíça Sigvaris, da área terapia compressiva realizou a doação de 700 pacotes de máscaras de tecido, para serem distribuídas na unidade de oncologia do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo.

O Grupo Novartis, grupo farmacêutico suíço proveu 5,5 milhões de reais em doses de medicamentos ao estado do paraná, ao município de são Paulo e ao governo federal durante a crises sanitária gerada pelo COVID-19.

O grupo também financiou 5 milhões para 45 instituições para comprarem cestas básicas es kits de higiene.

Os profissionais da linha de frente não ficaram de fora de também receberam 100mil máscaras e 50 mil luvas do Grupo.

A pandemia trouce vários problemas para o Brasil, um dos maiores problemas são os sociais, com a inseguridade alimentar nas alturas os alunos do 3° ano do ensino médio da Escola Suíço-brasileira de São Paulo se juntaram a ONG Gerando Falcões para arrecadar o máximo de cestas básicas possível até a sexta-feira dia 28 de maio de 2021, para ajudar famílias vulneráveis em favelas do Brasil inteiro.

Os alunos da Escola Suíço-brasileira de São Paulo se juntaram também com a ONG Suíço-Brasileira Associação Casa dos Curumins para fazer a campanha “Curumins do Bem” que tem como objetivo de evitar que a fome atinja a população de periferia, doando uma ou mais cesta básicas os alunos e qualquer um pode ser um combatente na guerra contra a fome no país.

Devido a crise sanitária de COVID-19, muitos profissionais da saúde do hospital INCOR não podiam sair para realizarem refeições, por isso a jornalista gastronômica Mariana Galante, criou o projeto Cuide de quem cuida para distribuir marmitas para almoço e janta e kits de café da manhã para esses profissionais tão importantes na pandemia, os alunos da 3 série do ensino médio da Escola Suíço-brasileira se juntaram a luta e preparam 80 kits de café da manhã para o projeto.

Com as temperaturas de São Paulo cada vez mais baixas, a Escola Suíça-Brasileira de São Paulo por meio dos alunos da 3 série do ensino médio decidiram botar mão as obras, ajudar no combate ao frio, arrecadando roupas de frio para a populações carentes, os alunos têm a meta de arrecadar 400 peças que serão entregues para Associação Comercial.

Dois alunos da Escola Suíço-Brasileira de São Paulo em um do Colégio St. Pauls, se juntaram para criar um projeto de amigos por correspondência com idosos que moram em Lares de permanência, onde depois de um perfil traçado dos alunos e dos idoso para achar a melhor correlação entre eles, para trocarem correspondências, esse projeto está sendo bem recebido e já conta com 17 alunos e esperando por mais.

A Escola Suíça-Brasileira de São Paulo e a Associação Suíço-Brasileira De Ajuda À Criança tem uma parceria de longa data em que os alunos da escola se deslocam as quartas feiras a tardes para aprender LIBRAS com os profissionais da Brascri, para depois auxiliarem os profissionais que cuidam de crianças de baixa renda com deficiência auditiva.

SWISSCAM na Pandemia

No dia 22 de abril a SWISSCAM realizou um webinar com intuito de manter os associados atualizados sobre os acontecimentos relacionados ao COVID-19, com a presença do time de economistas da Pezco, que realizaram um debate sobre “COVID-19 e os impactos na economia”.

No dia 23 de abril a SWISSCAM realizou um webinar com intuito de manter os associados atualizados sobre os acontecimentos relacionados ao COVID-19, com a presença de Diana Quintas (Sócia na Fragomen Brasil) e Charlotta Mazini (Gerente de Imigração na Fragomen Brasil) que desenvolveram o tema “Impactos da COVID-19 na Imigração”.

No dia 15 de outubro, em regime inédito a SWISSCAM realizou um painel online com 8 líderes das principais empresas suíças presentes no Brasil. O evento tinha como objetivo discutir as estratégias para retomada econômica, após um ano tão desafiador.

O painel que foi aberto pelo Presidente da SWISSCAM, Henrique Philip Schneider e pelo Embaixador da Suíça no Brasil, Andrea Semadeni. O Embaixador fez um breve panorama da situação na Suíça, segundo ele estima uma retração de 3,8% do PIB, um número positivo uma vez que a expectativa era de 6,2% de queda. Ele se mostrou preocupado com a segunda onda na Europa. O Embaixador agradeceu as empresas que exerceram um papel social chave na luta contra o COVID-19.

Helcio Takeda (economista da Consultoria Pezco) trouxe dados sobres os diversos setores afetados pela pandemia, o economista trouxe remarca sobre a mudança de abito das pessoas em frente a pandemia e ao mercado, Helcio Takeda também fez importantes colocações sobre a administração dos cofres públicos uma de suas importantes afirmações é da queda do PIB para 4,2%, mas que já é previsto para melhorar para 3%.

Os convidados trouxeram um panorama de quanto afetada foi o seu setor, estavam presentes os executivos das empresas MSC Mediterranean Shipping Company, Atlas Schindler, Nestlé Brasil, Clariant, Novartis Brasil, Zurich Seguros, Lufthansa Group, Syngenta.

Tecnologias Suíças para pandemia

A Roche empresa farmacêutica suíça e a Atea farmacêutica americana se uniram para desenvolver e distribuir um antiviral de ação direta por meio viral para a luta contra COVID-19 chamado AT-527, que funciona bloqueando o RNA viral enzima polimerase que é necessária para a replicação viral. O medicamento já está ne fase 3 de teste que começou no Q1 de 2021, irá explorar o potencial de ser usado em pacientes fora de cuidados hospitalares, segundo a Roche o medicamento pode desenvolver configurações profiláticas pós-exposição.

A Roche se uniu também com outra farmacêutica americana, Regeneron e criaram um coquetel de anticorpos contra o COVID-19, que segundo a Roche elimina em 70% hospitalização e morte pelo vírus, o coquetel teve aprovação emergencial nos estados Unidos e foi autorizado o uso na Europa em pacientes não hospitalizados.

A Suíça assinou um acordo com a Organização Mundial da Saúde para sediar um laboratório para vírus com potencial de causarem pandemias, o objetivo do laboratório é de reforçar as defesas internacionais contra ameaças emergentes.

O laboratório BioHub irá guardar e analisar patógenos do mundo inteiro e melhorar a troca de informação entre laboratório pelo mundo inteiro, o diretor da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que o laboratório seria “um mecanismo confiável, seguro e transparente para os estados membros compartilharem voluntariamente patógenos e amostras clínicas”.

O laboratório será sediado no Laboratório de segurança biológica do Ministério da defesa suíça na cidade de Spiez.

Com a pandemia da corona vírus, a necessidade de higienização mais eficaz e regular nos locais causou uma demanda em produtos e equipamentos para realizar a tarefa, essa demanda fez com que a Atlas Schindler (fabricante de elevadores e escadas rolantes) oferecessem novos produtos como higienizadores com luz ultravioleta para a higienização de corrimãos e renovadores de ar para elevadores.

Oportunidades de negócios

Apesar da crise econômica e política destes últimos anos, o Brasil continua a atrair investidores suíços e de outros países, principalmente porque o país vem mostrando melhoras significativas. O Relatório “Perspectivas do Investimento do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES)”, de julho de 2019, projeta que os investimentos para o quadriênio 2019-2022 alcançarão R$ 1,1 trilhão. Na comparação com o levantamento realizado em julho do ano passado para o período 2018-2021, houve aumento real de 2,7% do total de investimentos.

As projeções são de crescimento na indústria. Já na infraestrutura, a comparação entre o valor em 2018 e a média de 2019 a 2022 mostra cenário de ligeira queda. O que explica, na indústria, o cenário de forte expansão dos investimentos, em grande medida, é o desempenho de petróleo e gás, impulsionado pela recuperação do preço do petróleo e pelos leilões de concessão ou de partilha de blocos exploratórios ocorridos em 2017 e no início de 2018.

Já na infraestrutura, o cenário é de retração nos investimentos em energia elétrica até 2021, com retomada a partir de 2022. Em contraste, a perspectiva é de aumento significativo nos investimentos em logística e saneamento. Os desempenhos nesses dois setores mostram recuperação dos investimentos nas áreas mais carentes de desenvolvimento, sobretudo a partir de 2020.

Há perspectivas crescentes de inserção das ferrovias no transporte de granéis agrícolas de exportação (Ferrovia Norte-Sul e aumento de capacidade da Malha Norte em direção ao Porto de Santos), mas desafios ainda persistem no transporte ferroviário de carga geral, principal demanda brasileira. Em saneamento, chama a atenção o fato de mais da metade do esgoto gerado no país (54%) não ser tratada (dados de 2017).

A Suíça atrai investimentos do mundo inteiro e as empresas brasileiras conhecem bem o potencial do país. A Suíça se destaca nãos setores de Tecnologia da informação e Comunicação, ciências biológicas e indústria de máquinas, elétricas e metalurgia. A Suíça tem inúmeros parques de tecnologia e incubadoras de negócios, cuja maioria se encontra reunida em associações. Com diferentes formatos e alinhamentos em termos e temas e áreas do conhecimento, eles se desenvolveram por meio de estreitos vínculos com instituições de ensino superior e, em parte, a partir de iniciativa puramente privada.

Em 2009, a Suíça ocupava o quinto lugar no ranking de Competitividade Digital Mundial produzida pela Escola de Negócios IMD, sediada em Lausanne. O ranking mede a capacidade e a prontidão de 63 países em adaptar e explorar tecnologias digitais, um fator-chave na transformação econômica vivida por empresas, governo e pela sociedade de maneira mais ampla.

Atualmente, a Suíça vem se destacando fortemente na área de fintech. Um estudo do Instituto de Serviços Financeiros Zug IFZ, da Universidade de Lucerna de Ciências Aplicadas e Artes, mostra Zurique e Genebra na segunda e terceira posições, entre as cidades com as melhores condições para o desenvolvimento de negócios na área de fintech. As excelentes condições combinadas ao agrupamento de empreendedores inovadores, às autoridades proativas e aos principais institutos de pesquisa científica, permitiram o desenvolvimento do “Crypto Valley”, no cantão de Zug. As empresas de fintech suíças arrecadaram 271 milhões de francos suíços por meio dessa forma alternativa de financiamento em 2017.

Em 2018, os órgãos reguladores Swiss Financial Market Supervisory Authority (Finma) e sua homóloga brasileira, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) assinaram um acordo de cooperação na área de fintechs. “O acordo representa avanço da nossa cooperação na área, ao providenciar estrutura adequada para que as inovadoras empresas de fintech estabeleçam discussões e entendam requisitos regulatórios. Ademais, o acordo ajuda a reduzir a incerteza regulatória e o prazo de comercialização”, disse o Secretário de Estado da Suíça, Jörg Gasser, em evento realizado em São Paulo.

A Suíça e o governo suíço também demonstram grande interesse em tecnologias para a geração e utilização de energia limpa e renovável, favorecendo o Brasil no campo dos biocombustíveis e etanol. Nessa área, as oportunidades residem tanto na venda direta de combustíveis alternativos como também na transferência de tecnologia e parcerias produtivas entre empresas dos dois países.

Investimentos

Brasil é o país que mais atraí investimento direto da Suíça CHF 10.6 bilhões (34.1% de todo investimento estrangeiro da Suíça).

A Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, do Ministério da Economia divulga semestralmente relatórios com informações sobre investimentos produtivos no Brasil. Segundo o relatório, os anúncios de investimento da Suíça em 2018 e 2019 foram de US$ 1,19 bilhão, conforme tabela abaixo:

EmpresaCapital de OrigemDescrição do InvestimentoTipoValor (US$)
FERRING PHARMACEUTICALSSuíçaInvestimento para desenvolvimento de produtos com cientistas brasileiros, incluindo a fase pré-clínica.Expansão2.645.503
HORTIFRUTI NATURAL DA TERRA (PARTNERS GROUP)SuíçaInvestimento para abertura de cinco (5) unidades no Rio de Janeiro e na reforma de nove (9) lojas da marca Natural da Terra, em São Paulo.Implantação

Modernização

21.341.463
ABB LTDASuíçaInvestimento na expansão do Centro de Treinamento da Robótica da empresa, em Guarulhos (SP).Expansão264.550
NESTLÉSuíçaInvestimento na fábrica Dolce Gusto, em Montes Claros (MG). Visando duplicar a capacidade fabril das cápsulas multibebidas, serão aplicadas duas (2) novas linhas de produção, o que equivale ao dobro da atual capacidade da fábrica, chegando a 800 milhões de cápsulas por ano.Expansão61.728.395
NESTLÉ / FONTERRANova Zelândia,SuíçaInvestimento para implantação de uma (1) fábrica em Garanhuns (PE). Unidade irá envasar leite Ninho em pó, na versão sachê. A nova linha deverá ter uma capacidade instalada total de dez mil toneladas por ano, o que deve acontecer gradativamente, atingindo esse nível de capacidade máxima em cerca de quatro anos.Implantação1.524.390
DG POWER (DGPL) / MERCURIA ENERGY TRADINGBangladesh,SuíçaInvestimento na primeira fase de uma formuladora de combustíveis na região do porto de Pecém.Implantação51.020.408
ATLAS SCHINDLERSuíçaInvestimento para construção de uma (1) nova sede, no bairro Cambuci (SP). A área será duas vezes maior que a atual; o centro de treinamentos e o de distribuição serão ampliados e o mostruário, modernizado. Haverá, ainda, reforma de escritórios na fábrica de Londrina (PR) e melhorias operacionais nas filias.ExpansãoImplantação23.529.411
ATLAS SCHINDLERSuíçaInvestimento para construção de uma (1) nova sede, no bairro Cambuci (SP). A área será duas vezes maior que a atual; o centro de treinamentos e o de distribuição serão ampliados e o mostruário, modernizado. Haverá, ainda, reforma de escritórios na fábrica de Londrina (PR) e melhorias operacionais nas filias.ExpansãoImplantação2.941.177
ARYZTASuíçaInvestimento para construção de uma (1) fábrica de panificação congelada. A unidade terá 12 mil metros quadrados dedicada à produção de pães na região Sul ou Sudeste. Depois de pronta, será a maior fábrica da companhia.Implantação39.787.798
LATICÍNIOS PORTO ALEGREBrasil,SuíçaInvestimento em uma torre de secagem de leite na unidade de Antônio Carlos (MG).Expansão Modernização7.462.686
LATÍCINIOS PORTO ALEGREBrasil,SuíçaInvestimento em uma nova unidade em Patos de Minas (MG). A planta produzirá queijos muçarela, prato, parmesão e soro de leite em pó, que será comercializado para outras indústrias.Implantação14.925.373
NESTLÉSuíçaInvestimento para ampliar a produção de chocolate e de produto de nutrição infantil em suas fábricas de Caçapava e Araçatuba, no estado de São Paulo.Modernização265.251.989
NESTLÉSuíçaInvestimento para transferir as atividades da unidade de Itabuna (BA) para a fábrica de Feira de Santana (BA), que será ampliada e receberá aportes para três novas linhas de produção de ”Nescau Pronto para Beber”. A ideia é que a unidade passe a ser um hub de produção e distribuição para o Nordeste. Os novos equipamentos de Feira de Santana terão capacidade para produzir até 75 mil toneladas por ano.Expansão Modernização11.936.339
NESTLÉSuíçaInvestimento em onze (11) unidades industriais e centros de distribuição localizados em São Paulo, principal fornecedor de leite para a empresa no país. Este valor será investido nas fábricas, digitalização, inovação de produto e orgânicos.Modernização177.083.333
LAFARGEHOLCIM LTDSuíçaInvestimento na planta de agregados em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo. Os recursos serão destinados à aquisição de novos equipamentos, automação e ampliação das instalações para a produção de três novos tipos de areia artificial para argamassa e filler de calcário, o que ampliará a capacidade de produção da unidade de 60 mil para 80 mil toneladas/mês de cimento.Expansão Modernização3.713.527
NOVARTISSuíçaInvestimento em pesquisas clínicas. O montante está previsto para estudos em todas as áreas da companhia: oncologia, oftalmologia, biossimilares e outras especialidades, como neurologia, imunologia e sistema respiratório. O montante será destinado a 63 ensaios, 50 deles em tratamentos contra câncer.Expansão255.102.041
OCTAPHARMA / HEMOBRÁS / TECPARBrasil,SuíçaInvestimento para implantação de uma (1) fábrica em Maringá (PR). A unidade produzirá seis (6) hemoderivados: albumina, imunoglobulina, fatores de coagulação VIII e IX plasmáticos, fator de Von Willebrand e complexo protrombínico.Implantação250.000.000
ARCH QUÍMICA BRASIL (LONZA GROUP)SuíçaInvestimento para instalação de atividades industriais no município de Sorocaba (SP). O foco será desenvolver e fabricar produtos químicos para tratamento de piscinas e águas industriais. Estima-se que 80% da operação de distribuição seja instalada até dezembro de 2018 e 100% da operação concluída até março de 2019.Implantação5.333.333

Fonte: MDIC

Segundo o relatório Perspectivas do Investimento 2018-2021 do BNDES,  a perspectiva é de crescimento real de 1,9% ao ano, em média, nos investimentos ao longo de 2018 a 2021, mostrando uma melhora significativa nas expectativas comparadas ao levantamento anterior, quando a projeção era de queda de 3,1%, em média, nos investimentos de 2017 a 2020.

Os fatores determinantes na melhora do cenário foram o aumento dos preços internacionais de commodities, a recuperação da demanda interna e as políticas públicas e programas de concessão de serviços públicos.

Na indústria, a projeção é de 5,9% ao ano e de 13,3% ao ano no setor de logística. Já na infraestrutura, ainda há uma retração de 2,0%, principalmente no setor de energia elétrica.

Tabela 1: Perspectivas do investimento 2018-2021 (posição em outubro de 2018) – Em bilhões de Reais

 

Setor2017Média anual  Projetada

2018-2021

Extrativa Mineral13,815,1
Petróleo e gás57,972,8
Alimentos8,99,5
Bebidas2,32,8
Biocombustíveis2,72,9
Papel e celulose7,75,3
Siderurgia2,33,8
Química2,73,7
Complexo industrial da saúde5,05,1
Complexo eletroeletrônico4,15,3
Automotivo6,86,1
Aeroespacial2,82,5
Indústria116,8135,0
Energia elétrica61,140,1
Telecomunicações28,030,2
Logística28,339,1
  • Rodovias
14,420,2
  • Ferrovias
7,89,8
  • Portos
1,34,5
  • Aeroportos
1,52,0
  • Mobilidade urbana
3,22,6
Saneamento11,413,1
Infraestrutura128,8122,5

Fonte:

BNDES

Empresas suíças no Brasil

Cerca de 350 companhias de origem suíça mantém operações no Brasil. Grandes empresas como ABB, Adecco, Aryzta, Autoneum, Blaser, Barry Callebaut, Bobst, Bühler, Clariant, Credit Suisse, Dufry, Ferring, Firmenich, Givaudan, Huber + Suhner, Lafarge-Holcim, Liebherr, Lindt, Lonza, MSC, Nestlé, Novartis, Panalpina, Precious Woods, Richemont, Roche, Elevadores Atlas Schindler, R&M, Rolex, SGS, Sig Combibloc, Sigvaris, Sika, Sulzer, Swatch, Swiss International Air Lines, Swiss Re, Swissport, Syngenta, UBS Victorinox, Zurich, Zürcher Kantonalbank, entre várias outras têm uma significativa presença no mercado brasileiro, muito utilizado como plataforma de exportação para os demais países da América Latina. Algumas delas estão presentes no Brasil há mais de 100 anos.

Empresas brasileiras na Suíça

Algumas das principais empresas brasileiras que investem na Suíça são: CBMM, Vale, Vicunha, Banco Safra, Itaú Private Bank, Biomecânica, Stefanini IT, Suzano, EFW Capital Advisors, Welle Laser. O Brasil se faz presente também através de pequenas e microempresas montadas por cidadãos brasileiros. São escritórios de advocacia, agências de viagem, restaurantes, lojas e salões de beleza (uma lista encontra-se disponível no site da CIGA Brasil: www.cigabrasil.ch/enderecos/suica.html)

Mapa da Suíça e outros dados

Área (km2): 41.285
População: 8.5 milhões (2018)
Idiomas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche (reto-romano)
Capital: Berna
Moeda: Franco suíço – CHF
PIB: US$ 705,5 bilhões (2018)
PIB per capita: US$ 68.079 (2017)
Exportação total: US$ 305 bilhões (2018)
Importação total: US$ 274 bilhões (2018

Embaixada da Suíça no Brasil:
SES Av. das Nações Q. 811, lote 41
70448-900 Brasília – DF
Tel.: +55 61 3443 5500
Embaixador: Sr. Andrea Semadeni
E-mail: [email protected]
www.eda.admin.ch/brasilia

Mapa do Brasil e outros dados

Área (km2): 8.514.877
População: 210 milhões (2018)
Idioma oficial: português
Capital: Brasília
Moeda: Real – BRL – R$
PIB: US$ 6,8 trilhões (2018)
PIB per capita: US$ 32.747 (2018)
Exportação total: US$ 239 bilhões (2018)
Importação total: US$ 181 bilhões (2018)

Embaixada do Brasil na Suíça:
Monbijoustrasse 68
CH – 3007 Bern
Tel.: +41 31 371 8515
Embaixador: Sr. José Borges dos Santos Junior
E-mail: [email protected]
berna.itamaraty.gov.br

Links úteis

Agência de Promoção de Exportações – APEX Brasil
SBN Quadra 2 – Lote 11, Edifício Apex-Brasil
70040-020 Brasília – DF – Tel.: +55 61 3426 0202
www.apexbrasil.com.br

Brasil Export – Guia de Comércio Exterior e Investimento
www.investexportbrasil.gov.br

Consulado Geral do Brasil em Genebra
45, rue de Lausanne – 1er étage
CH – 1201 Genève
Tel.: +41 22 906 9420
E-mail: [email protected]
genebra.itamaraty.gov.br
Susan Kleebank – Cônsul-Geral

Consulado Geral do Brasil em Zurique
General Consulate of Brazil in Zurich
Stampfenbachstrasse 138
CH – 8006 Zürich
Tel.: +41 44 206 9020
E-mail: [email protected]
zurique.itamaraty.gov.br
Alexandre Ruben Milito Gueiros – Cônsul-Geral

Consulado Geral da Suíça em São Paulo
Avenida Paulista, 1754 – 4° andar
01310-200 São Paulo – SP
Tel.: +55 11 3372 8200
E-mail: [email protected]
www.eda.admin.ch/saopaulo
Urs Brönnimann – Cônsul-Geral

Câmara de Comércio Latino-Americana na Suíça – Latcam
Kasernenstrasse 11
CH – 8004 Zürich
Tel.: +41 44 240 3300
E-mail: latcam[email protected]
www.latcam.ch

Switzerland Global Enterprise
Stampfenbachstrasse 85
8006 Zürich
Tel.: +41 44 365 5151
www.s-ge.com

Rede Nacional de Informações sobre o Investimento – RENAI
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Secretaria do Desenvolvimento da Produção – SDP
Esplanada dos Ministérios, Bloco “J”, 5º andar – Sala 507
70053-900 Brasília – DF
Tel.: +55 61 2027 7055
E-mail: [email protected]
www.investexportbrasil.gov.br/renai