Relatório de Comércio Bilateral


12/11/19

Introdução

Brasil e Suíça possuem um relacionamento comercial harmonioso e de longo prazo. O Brasil é o principal parceiro econômico na América Latina, responsável por 26% dos negócios suíços na região. No ano de 2018, o Brasil ocupou a 23ª posição no ranking dos mais importantes parceiros comerciais da Suíça. O Brasil foi destino de cerca de 38% de exportações da Suíça à América Latina em 2018. O segundo parceiro para o setor exportador na região é o México, para onde se dirigiram 21% de suas vendas, seguido da Argentina, com cerca de 12%.

O Brasil vende principalmente ouro, cobre, celulose, ferro, cacau, açúcar de cana, medicamentos para medicina humana e veterinária, máquinas para terraplanagem e perfuração, suco de laranja, carne de frango e peru, café, arroz, soja, válvulas cardíacas, próteses de ortopedia, óleo, fumo, entre outros.

Já a Suíça exporta especialmente medicamentos para medicina humana e veterinária, compostos de funções nitrogenadas, compostos heterocíclicos, óleos combustíveis, café torrado, radares, relógios, aparelhos auditivos etc.

Além do campo econômico, as duas nações mantêm uma excelente relação diplomática no setor cultural e político e realizam reuniões ministeriais e consultas políticas regulares.

De acordo com a Secretaria Federal de Estatísticas da Suíça, atualmente, aproximadamente 18 mil suíços moram, enquanto a comunidade brasileira na Suíça é de 21.858 pessoas.

Relações diplomáticas entre Brasil e Suíça

 

As relações diplomáticas entre o Brasil e a Suíça têm seu início ainda quando o Brasil era parte do Império Português. Em 1818, D. João VI autorizou cem famílias suíças a se instalarem como imigrantes na Fazenda do Morro Queimado, no Rio de Janeiro. Esse núcleo de colonização cresceria ao ponto de se desmembrar das áreas de Cantagalo e ser alçado . Em setembro de 2017, Nova Friburgo recebe o título de “Suíça Brasileira” pelo Governo do Rio de Janeiro.

A primeira missão diplomática do Brasil na Suíça é estabelecida em 1855, quando José Francisco Guimarães torna-se o primeiro representante diplomático como Cônsul em Berna. O primeiro representante suíço em terras brasileiras foi Albert Gertsch, como encarregado de negócios, em .

Nos últimos anos, o Brasil e a Suíça aproximaram as relações buscando um maior desenrolar no comércio entre os países. Em 2007, foi criado o Memorando de Entendimento que cria a Comissão Mista de Relações Econômicas e Comerciais, que visa a se tornar um “foco de coordenação e convergência entre os dois Governos e, sobretudo, entre os representantes do setor privado”, nas palavras do então Embaixador do Brasil na Suíça, Eduardo dos Santos.

Desde 2014, a Suíça não é mais considerada pela Receita Federal Brasileira como um paraíso fiscal. Diversas negociações e esforços da parte Suíça para reverter esta situação resultaram na suspensão do status de paraíso fiscal e no estabelecimento do padrão de trocas automáticas de dados bancários, chamado de AIA pela sigla em inglês. O sistema de troca de informação automática sobre as contas bancárias entre os dois países entrará em vigor em 2019.

Entre os outros acordos que o Brasil e a Suíça têm assinados, podemos citar o “Acordo entre o governo da República Federativa do Brasil e o Conselho Federal Suíço Relativo ao Intercâmbio de Treinandos” (2011), o “Acordo de Previdência Social entre a República Federativa do Brasil e a Confederação Suíça”, o “Tratado entre a Suíça e República Federativa do Brasil sobre a Transferência das Pessoas Condenadas” (2015) e o “Acordo para o Intercâmbio de Informações sobre Matéria Tributária”, assinado em 2015, foi promulgado em maio de 2019.

Em 2018, mais um importante acordo foi assinado, a “Convenção para Eliminar a Dupla Tributação em Relação aos Tributos sobre a Renda e Prevenir a Evasão e a Elisão Fiscais”. O atual Embaixador da Suíça no Brasil, Andrea Semadeni, enfatizou que a “falta de um acordo de dupla tributação entre os dois países era uma das maiores queixas das empresas suíças“. O acordo foi aprovado pelo parlamento suíço em março de 2019. No Brasil, o projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados.

Em agosto de 2019, os países membros da Efta (Associação Europeia de Livre Comércio) e do MERCOSUL também assinaram um acordo de livre comércio, em Buenos Aires. O acordo ainda espera a aprovação dos parlamentos dos respectivos países para entrar em vigor. A expectativa é de que o Acordo Mercosul-Efta eleve o PIB do Brasil em US$ 5,2 bi, em 15 anos.

Desde outubro de 2019 entrou em vigor um acordo o “Acordo Previdenciário entre Brasil e Suíça”, que tramitava desde 2014 nos parlamentos dos dois países. Ele permite que o tempo de trabalho nos dois países seja contabilizado para a concessão de benefícios previdenciários.

Outra excelente notícia para a relação entre Brasil e Suíça é que a partir do primeiro semestre de 2020 entrará em vigor o reconhecimento mútuo entre as inspeções da Anvisa e da SwissMedic. O projeto-piloto estabelece um fluxo de trabalho entre as duas instituições para dar sentido concreto ao reconhecimento de que os sistemas de inspeção dos dois países são equivalentes. O projeto se aplicará a todos os medicamentos (sintéticos, biológicos e fitoterápicos), incluindo ingredientes farmacêuticos ativos.

Em novembro de 2019, a Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 634/2019, que ratifica o texto do acordo de céus abertos entre Brasil e Suíça, assinado em Brasília, em 8 de julho de 2013. O acordo estabelece um marco legal para a operação de serviços aéreos entre os dois países e se baseia na chamada “política de céus abertos”, em que duas nações flexibilizam as regras para os voos comerciais.

Também em novembro de 2019, dois memorandos de entendimento foram assinados pela Swiss National Science Foundation e Innosuisse – Swiss Innovation Agency, a Agência Suíça para a Promoção da Inovação, com suas contrapartes brasileiras, EMBRAPII – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial e CONFAP, para fortalecer a colaboração nas áreas de pesquisa e inovação. A parceria celebrou o 10º aniversário do Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica assinado em 2009 com o Brasil.

Balança Comercial

Segundo Ministério da Indústria, Comércio, Exterior e Serviços, o Brasil exportou, no ano de 2018, US$ 239 bilhões e importou US$ 181 bilhões, resultando em um superávit de US$ 58 bilhões na balança comercial. Já a Suíça exportou US$ 305 bilhões e importou US$ 274 bilhões, apresentando um superávit de $31 bilhões.

O Brasil é o principal parceiro econômico da Suíça na América Latina. Quanto ao intercâmbio comercial entre os dois países, foi registrado pela SECEX (Secretaria de Comércio Exterior) que o Brasil exportou para a Suíça US$ 811 milhões e importou US$ 2 bilhões em 2018. Esses valores apresentam uma variação positiva de 2,36% nas importações e 13,51% nas exportações, em relação a 2017. O Brasil é o principal parceiro econômico da Suíça na América Latina e se encontra na 23º posição no ranking de países com parcerias comerciais.

Destaques comerciais

O UBS e o Banco do Brasil assinaram um Memorando de Entendimento de caráter não vinculante para lançar um banco de investimento líder na América do Sul, prestando serviços no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, sendo o UBS o acionista majoritário (50,01%) da parceria, que ainda está sujeita à finalização das negociações entre as partes.

O Bobst Group anunciou que abrirá em 2020 uma nova instalação em Itatiba-SP, que ocupará uma área de 6.000 m², incluindo um centro de competência e uma área de treinamento.

A Emmi, importante processadora de leite suíça, em sua estratégia de fortalecer os negócios internacionais, aumentou sua participação para 70% na Laticínios Porto Alegre, um dos três maiores processadores de leite de Minas Gerais. A aquisição da maioria das ações está sujeita à aprovação da autoridade local.

A companhia suíça Aryzta, que atua no segmento de panificação congelada, anunciou em julho de 2018, um investimento de R$ 150 milhões para a instalação de mais uma fábrica no mercado brasileiro. A quinta unidade da empresa no país deve iniciar suas operações em 2020 e ficará na cidade de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Depois de pronta, esta será a maior fábrica da companhia, com 12 mil metros quadrados.

Em março de 2019, a Zurich Airport ganhou concessões para a operação de mais dois aeroportos no Brasil, nas cidades de Vitória/ES e Macaé/RJ, por um período de 30 anos, que inclui investimentos em expansão nos anos seguintes. É o quarto aeroporto no Brasil e o oitavo na América Latina operados pela empresa suíça.

A empresa suíça Stadler Rail entregou trens personalizados para o Corcovado, no Rio de Janeiro, um investimento de R$ 200 milhões. É a quarta geração de trens com tecnologia suíça desde 1884, em uma das atrações turísticas mais populares do Brasil.

Um consórcio formado pela empresa suíça Molinari e as empresas brasileiras TTrans e Bom Sinal fornecerá ao Metrô de São Paulo novos trens, sistemas e equipamentos para a nova linha 17 (Ouro). Com a melhor oferta (aproximadamente R$ 1 bilhão) apresentada em outubro de 2019, os documentos do consórcio ainda estão sujeitos à aprovação.

A Nestlé investirá R$ 1 bilhão no estado de São Paulo nos próximos três anos para introduzir novas linhas de produção nas fábricas de Araçatuba e Caçapava, novas tecnologias e iniciativas digitais, além de acelerar startups.

A ABB anunciou no final de 2018 um investimento de R$ 1 milhão para a expansão do Centro de Treinamento em Robótica (CTR), localizado no complexo industrial da empresa em Guarulhos (SP).

A franquia franco-suíça de material de construção Disensa chegou ao país em fevereiro de 2018. Criada pelo grupo LafargeHolcim, a rede conta com mais de mil lojas em toda a América Latina. No Brasil, a meta é chegar a 350 lojas até 2022.

A empresa suíça especializada em higiene bucal Curaprox inaugurou, em 2018, um centro de distribuição em São Caetano do Sul, na grande São Paulo. Em uma área de 3.000 m², a empresa investiu R$ 15 milhões no prédio, que concentra a operação logística de todo o território nacional. São 33 empregos diretos e cerca de 300 indiretos, com expectativa de dobrar este número nos próximos cinco anos.

A Perlen Packaging AG adquiriu uma empresa brasileira em 2018 e abriu uma nova fábrica no estado de Goiás para desenvolver soluções de embalagem para a indústria farmacêutica. A empresa suíça pretende investir R$ 70 milhões nos próximos dois anos e aumentar o número de funcionários de 30 para 300.

A Atlas Schindler inaugurou duas novas sedes no Brasil, em Curitiba e em Salvador. Em 2018, a Atlas Schindler comemorou 100 anos no Brasil. No Paraná, além do novo prédio da filial, a companhia também investiu na modernização da planta da fábrica de Londrina, que exporta os produtos da empresa para toda a América Latina.

A Glen-Rico SA, uma joint venture entre a Glencore e a Ricolog, uma empresa de logística brasileira, foi formada em 2018 para transportar o açúcar produzido pela Glencore no estado de São Paulo para o porto de Paranaguá no estado do Paraná. No mesmo ano, a empresa suíça adquiriu 78% da ALE Combustíveis, o quarto maior distribuidor de combustível do Brasil, com aproximadamente 1.500 postos de gasolina em 22 estados.

O fundo suíço Partners Group oficializou no final de 2018 a compra da rede Hortifruti. O grupo europeu vai investir R$ 80 milhões em 2019 na marca, com o objetivo de abrir 12 lojas e expandir o negócio. Atualmente, o Hortifruti, que surgiu no Espírito Santo, tem 34 lojas no Rio e outras duas em terras capixabas. Além da marca Hortifruti, o negócio envolve a rede Natural da Terra, que possui nove lojas em São Paulo e que foi comprada em 2015 pela varejista de hortifrutigranjeiros.

Oportunidades de negócios

Apesar da crise econômica e política destes últimos anos, o Brasil continua a atrair investidores suíços e de outros países, principalmente porque o país vem mostrando melhoras significativas. O Relatório “Perspectivas do Investimento do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES)”, de julho de 2019, projeta que os investimentos para o quadriênio 2019-2022 alcançarão R$ 1,1 trilhão. Na comparação com o levantamento realizado em julho do ano passado para o período 2018-2021, houve aumento real de 2,7% do total de investimentos.

As projeções são de crescimento na indústria. Já na infraestrutura, a comparação entre o valor em 2018 e a média de 2019 a 2022 mostra cenário de ligeira queda. O que explica, na indústria, o cenário de forte expansão dos investimentos, em grande medida, é o desempenho de petróleo e gás, impulsionado pela recuperação do preço do petróleo e pelos leilões de concessão ou de partilha de blocos exploratórios ocorridos em 2017 e no início de 2018.

Já na infraestrutura, o cenário é de retração nos investimentos em energia elétrica até 2021, com retomada a partir de 2022. Em contraste, a perspectiva é de aumento significativo nos investimentos em logística e saneamento. Os desempenhos nesses dois setores mostram recuperação dos investimentos nas áreas mais carentes de desenvolvimento, sobretudo a partir de 2020.

Há perspectivas crescentes de inserção das ferrovias no transporte de granéis agrícolas de exportação (Ferrovia Norte-Sul e aumento de capacidade da Malha Norte em direção ao Porto de Santos), mas desafios ainda persistem no transporte ferroviário de carga geral, principal demanda brasileira. Em saneamento, chama a atenção o fato de mais da metade do esgoto gerado no país (54%) não ser tratada (dados de 2017).

A Suíça atrai investimentos do mundo inteiro e as empresas brasileiras conhecem bem o potencial do país. A Suíça se destaca nãos setores de Tecnologia da informação e Comunicação, ciências biológicas e indústria de máquinas, elétricas e metalurgia. A Suíça tem inúmeros parques de tecnologia e incubadoras de negócios, cuja maioria se encontra reunida em associações. Com diferentes formatos e alinhamentos em termos e temas e áreas do conhecimento, eles se desenvolveram por meio de estreitos vínculos com instituições de ensino superior e, em parte, a partir de iniciativa puramente privada.

Em 2009, a Suíça ocupava o quinto lugar no ranking de Competitividade Digital Mundial produzida pela Escola de Negócios IMD, sediada em Lausanne. O ranking mede a capacidade e a prontidão de 63 países em adaptar e explorar tecnologias digitais, um fator-chave na transformação econômica vivida por empresas, governo e pela sociedade de maneira mais ampla.

Atualmente, a Suíça vem se destacando fortemente na área de fintech. Um estudo do Instituto de Serviços Financeiros Zug IFZ, da Universidade de Lucerna de Ciências Aplicadas e Artes, mostra Zurique e Genebra na segunda e terceira posições, entre as cidades com as melhores condições para o desenvolvimento de negócios na área de fintech. As excelentes condições combinadas ao agrupamento de empreendedores inovadores, às autoridades proativas e aos principais institutos de pesquisa científica, permitiram o desenvolvimento do “Crypto Valley”, no cantão de Zug. As empresas de fintech suíças arrecadaram 271 milhões de francos suíços por meio dessa forma alternativa de financiamento em 2017.

Em 2018, os órgãos reguladores Swiss Financial Market Supervisory Authority (Finma) e sua homóloga brasileira, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) assinaram um acordo de cooperação na área de fintechs. “O acordo representa avanço da nossa cooperação na área, ao providenciar estrutura adequada para que as inovadoras empresas de fintech estabeleçam discussões e entendam requisitos regulatórios. Ademais, o acordo ajuda a reduzir a incerteza regulatória e o prazo de comercialização”, disse o Secretário de Estado da Suíça, Jörg Gasser, em evento realizado em São Paulo.

A Suíça e o governo suíço também demonstram grande interesse em tecnologias para a geração e utilização de energia limpa e renovável, favorecendo o Brasil no campo dos biocombustíveis e etanol. Nessa área, as oportunidades residem tanto na venda direta de combustíveis alternativos como também na transferência de tecnologia e parcerias produtivas entre empresas dos dois países.

Investimentos

A Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação, do Ministério da Economia divulga semestralmente relatórios com informações sobre investimentos produtivos no Brasil. Segundo o relatório, os anúncios de investimento da Suíça em 2018 e 2019 foram de US$ 1,19 bilhão, conforme tabela abaixo:

EmpresaCapital de OrigemDescrição do InvestimentoTipoValor (US$)
FERRING PHARMACEUTICALSSuíçaInvestimento para desenvolvimento de produtos com cientistas brasileiros, incluindo a fase pré-clínica.Expansão2.645.503
HORTIFRUTI NATURAL DA TERRA (PARTNERS GROUP)SuíçaInvestimento para abertura de cinco (5) unidades no Rio de Janeiro e na reforma de nove (9) lojas da marca Natural da Terra, em São Paulo.Implantação

Modernização

21.341.463
ABB LTDASuíçaInvestimento na expansão do Centro de Treinamento da Robótica da empresa, em Guarulhos (SP).Expansão264.550
NESTLÉSuíçaInvestimento na fábrica Dolce Gusto, em Montes Claros (MG). Visando duplicar a capacidade fabril das cápsulas multibebidas, serão aplicadas duas (2) novas linhas de produção, o que equivale ao dobro da atual capacidade da fábrica, chegando a 800 milhões de cápsulas por ano.Expansão61.728.395
NESTLÉ / FONTERRANova Zelândia,SuíçaInvestimento para implantação de uma (1) fábrica em Garanhuns (PE). Unidade irá envasar leite Ninho em pó, na versão sachê. A nova linha deverá ter uma capacidade instalada total de dez mil toneladas por ano, o que deve acontecer gradativamente, atingindo esse nível de capacidade máxima em cerca de quatro anos.Implantação1.524.390
DG POWER (DGPL) / MERCURIA ENERGY TRADINGBangladesh,SuíçaInvestimento na primeira fase de uma formuladora de combustíveis na região do porto de Pecém.Implantação51.020.408
ATLAS SCHINDLERSuíçaInvestimento para construção de uma (1) nova sede, no bairro Cambuci (SP). A área será duas vezes maior que a atual; o centro de treinamentos e o de distribuição serão ampliados e o mostruário, modernizado. Haverá, ainda, reforma de escritórios na fábrica de Londrina (PR) e melhorias operacionais nas filias.ExpansãoImplantação23.529.411
ATLAS SCHINDLERSuíçaInvestimento para construção de uma (1) nova sede, no bairro Cambuci (SP). A área será duas vezes maior que a atual; o centro de treinamentos e o de distribuição serão ampliados e o mostruário, modernizado. Haverá, ainda, reforma de escritórios na fábrica de Londrina (PR) e melhorias operacionais nas filias.ExpansãoImplantação2.941.177
ARYZTASuíçaInvestimento para construção de uma (1) fábrica de panificação congelada. A unidade terá 12 mil metros quadrados dedicada à produção de pães na região Sul ou Sudeste. Depois de pronta, será a maior fábrica da companhia.Implantação39.787.798
LATICÍNIOS PORTO ALEGREBrasil,SuíçaInvestimento em uma torre de secagem de leite na unidade de Antônio Carlos (MG).Expansão Modernização7.462.686
LATÍCINIOS PORTO ALEGREBrasil,SuíçaInvestimento em uma nova unidade em Patos de Minas (MG). A planta produzirá queijos muçarela, prato, parmesão e soro de leite em pó, que será comercializado para outras indústrias.Implantação14.925.373
NESTLÉSuíçaInvestimento para ampliar a produção de chocolate e de produto de nutrição infantil em suas fábricas de Caçapava e Araçatuba, no estado de São Paulo.Modernização265.251.989
NESTLÉSuíçaInvestimento para transferir as atividades da unidade de Itabuna (BA) para a fábrica de Feira de Santana (BA), que será ampliada e receberá aportes para três novas linhas de produção de ”Nescau Pronto para Beber”. A ideia é que a unidade passe a ser um hub de produção e distribuição para o Nordeste. Os novos equipamentos de Feira de Santana terão capacidade para produzir até 75 mil toneladas por ano.Expansão Modernização11.936.339
NESTLÉSuíçaInvestimento em onze (11) unidades industriais e centros de distribuição localizados em São Paulo, principal fornecedor de leite para a empresa no país. Este valor será investido nas fábricas, digitalização, inovação de produto e orgânicos.Modernização177.083.333
LAFARGEHOLCIM LTDSuíçaInvestimento na planta de agregados em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo. Os recursos serão destinados à aquisição de novos equipamentos, automação e ampliação das instalações para a produção de três novos tipos de areia artificial para argamassa e filler de calcário, o que ampliará a capacidade de produção da unidade de 60 mil para 80 mil toneladas/mês de cimento.Expansão Modernização3.713.527
NOVARTISSuíçaInvestimento em pesquisas clínicas. O montante está previsto para estudos em todas as áreas da companhia: oncologia, oftalmologia, biossimilares e outras especialidades, como neurologia, imunologia e sistema respiratório. O montante será destinado a 63 ensaios, 50 deles em tratamentos contra câncer.Expansão255.102.041
OCTAPHARMA / HEMOBRÁS / TECPARBrasil,SuíçaInvestimento para implantação de uma (1) fábrica em Maringá (PR). A unidade produzirá seis (6) hemoderivados: albumina, imunoglobulina, fatores de coagulação VIII e IX plasmáticos, fator de Von Willebrand e complexo protrombínico.Implantação250.000.000
ARCH QUÍMICA BRASIL (LONZA GROUP)SuíçaInvestimento para instalação de atividades industriais no município de Sorocaba (SP). O foco será desenvolver e fabricar produtos químicos para tratamento de piscinas e águas industriais. Estima-se que 80% da operação de distribuição seja instalada até dezembro de 2018 e 100% da operação concluída até março de 2019.Implantação5.333.333

Fonte: MDIC

Segundo o relatório Perspectivas do Investimento 2018-2021 do BNDES,  a perspectiva é de crescimento real de 1,9% ao ano, em média, nos investimentos ao longo de 2018 a 2021, mostrando uma melhora significativa nas expectativas comparadas ao levantamento anterior, quando a projeção era de queda de 3,1%, em média, nos investimentos de 2017 a 2020.

Os fatores determinantes na melhora do cenário foram o aumento dos preços internacionais de commodities, a recuperação da demanda interna e as políticas públicas e programas de concessão de serviços públicos.

Na indústria, a projeção é de 5,9% ao ano e de 13,3% ao ano no setor de logística. Já na infraestrutura, ainda há uma retração de 2,0%, principalmente no setor de energia elétrica.

 

Tabela 1: Perspectivas do investimento 2018-2021 (posição em outubro de 2018) – Em bilhões de Reais

 

Setor2017Média anual  Projetada

2018-2021

Extrativa Mineral13,815,1
Petróleo e gás57,972,8
Alimentos8,99,5
Bebidas2,32,8
Biocombustíveis2,72,9
Papel e celulose7,75,3
Siderurgia2,33,8
Química2,73,7
Complexo industrial da saúde5,05,1
Complexo eletroeletrônico4,15,3
Automotivo6,86,1
Aeroespacial2,82,5
Indústria116,8135,0
Energia elétrica61,140,1
Telecomunicações28,030,2
Logística28,339,1
  • Rodovias
14,420,2
  • Ferrovias
7,89,8
  • Portos
1,34,5
  • Aeroportos
1,52,0
  • Mobilidade urbana
3,22,6
Saneamento11,413,1
Infraestrutura128,8122,5

Fonte:

BNDES

Empresas suíças no Brasil

Cerca de 350 companhias de origem suíça mantém operações no Brasil. Grandes empresas como ABB, Adecco, Aryzta, Autoneum, Blaser, Barry Callebaut, Bobst, Bühler, Clariant, Credit Suisse, Dufry, Ferring, Firmenich, Givaudan, Huber + Suhner, Lafarge-Holcim, Liebherr, Lindt, Lonza, MSC, Nestlé, Novartis, Panalpina, Precious Woods, Richemont, Roche, Elevadores Atlas Schindler, R&M, Rolex, SGS, Sig Combibloc, Sigvaris, Sika, Sulzer, Swatch, Swiss International Air Lines, Swiss Re, Swissport, Syngenta, UBS Victorinox, Zurich, Zürcher Kantonalbank, entre várias outras têm uma significativa presença no mercado brasileiro, muito utilizado como plataforma de exportação para os demais países da América Latina. Algumas delas estão presentes no Brasil há mais de 100 anos.

Empresas brasileiras na Suíça

Algumas das principais empresas brasileiras que investem na Suíça são: CBMM, Vale, Vicunha, Banco Safra, Itaú Private Bank, Biomecânica, Stefanini IT, Suzano, EFW Capital Advisors, Welle Laser. O Brasil se faz presente também através de pequenas e microempresas montadas por cidadãos brasileiros. São escritórios de advocacia, agências de viagem, restaurantes, lojas e salões de beleza (uma lista encontra-se disponível no site da CIGA Brasil: www.cigabrasil.ch/enderecos/suica.html)

Mapa da Suíça e outros dados

 

Área (km2): 41.285
População: 8.5 milhões (2018)
Idiomas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche (reto-romano)
Capital: Berna
Moeda: Franco suíço – CHF
PIB: US$ 705,5 bilhões (2018)
PIB per capita: US$ 68.079 (2017)
Exportação total: US$ 305 bilhões (2018)
Importação total: US$ 274 bilhões (2018

Embaixada da Suíça no Brasil:
SES Av. das Nações Q. 811, lote 41
70448-900 Brasília – DF
Tel.: +55 61 3443 5500
Embaixador: Sr. Andrea Semadeni
E-mail: [email protected]
www.eda.admin.ch/brasilia

Mapa do Brasil e outros dados

Área (km2): 8.514.877
População: 210 milhões (2018)
Idioma oficial: português
Capital: Brasília
Moeda: Real – BRL – R$
PIB: US$ 6,8 trilhões (2018)
PIB per capita: US$ 32.747 (2018)
Exportação total: US$ 239 bilhões (2018)
Importação total: US$ 181 bilhões (2018)

Embaixada do Brasil na Suíça:
Monbijoustrasse 68
CH – 3007 Bern
Tel.: +41 31 371 8515
Embaixador: Sr. José Borges dos Santos Junior
E-mail: [email protected]
berna.itamaraty.gov.br

Links úteis

Agência de Promoção de Exportações – APEX Brasil
SBN Quadra 2 – Lote 11, Edifício Apex-Brasil
70040-020 Brasília – DF – Tel.: +55 61 3426 0202
www.apexbrasil.com.br

Brasil Export – Guia de Comércio Exterior e Investimento
www.investexportbrasil.gov.br

Consulado Geral do Brasil em Genebra
45, rue de Lausanne – 1er étage
CH – 1201 Genève
Tel.: +41 22 906 9420
E-mail: [email protected]
genebra.itamaraty.gov.br
Susan Kleebank – Cônsul-Geral

Consulado Geral do Brasil em Zurique
General Consulate of Brazil in Zurich
Stampfenbachstrasse 138
CH – 8006 Zürich
Tel.: +41 44 206 9020
E-mail: [email protected]
zurique.itamaraty.gov.br
Alexandre Ruben Milito Gueiros – Cônsul-Geral

Consulado Geral da Suíça em São Paulo
Avenida Paulista, 1754 – 4° andar
01310-200 São Paulo – SP
Tel.: +55 11 3372 8200
E-mail: [email protected]
www.eda.admin.ch/saopaulo
Urs Brönnimann – Cônsul-Geral

Câmara de Comércio Latino-Americana na Suíça – Latcam
Kasernenstrasse 11
CH – 8004 Zürich
Tel.: +41 44 240 3300
E-mail: [email protected]
www.latcam.ch

Switzerland Global Enterprise
Stampfenbachstrasse 85
8006 Zürich
Tel.: +41 44 365 5151
www.s-ge.com

Rede Nacional de Informações sobre o Investimento – RENAI
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Secretaria do Desenvolvimento da Produção – SDP
Esplanada dos Ministérios, Bloco “J”, 5º andar – Sala 507
70053-900 Brasília – DF
Tel.: +55 61 2027 7055
E-mail: [email protected]
www.investexportbrasil.gov.br/renai